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Essa Páscoa me fez olhar para coisas que estavam sendo ignoradas

  • Foto do escritor: Isabel Debatin
    Isabel Debatin
  • há 3 dias
  • 1 min de leitura

Existe uma diferença grande entre conhecer uma história e, de fato, parar para pensar sobre ela.


A Páscoa já existia antes de Jesus. Mas foi com a sua morte e ressurreição que ela ganhou um novo significado. Um significado que, quando a gente olha com mais atenção, é impossível não questionar a própria forma de viver.


Na missa de Domingo de Ramos, uma fala ficou muito marcada para mim: quantas vezes a gente escolhe o caminho mais fácil? Quantas vezes a gente absolve o erro que convém e ignora aquilo que, no fundo, sabe que está errado? Quantas vezes a gente, simbolicamente, continua fazendo a mesma escolha?


E isso não precisa ser levado para um lugar extremo. Está nas pequenas decisões: no que a gente consome, no que a gente normaliza, no que a gente ignora, no que a gente escolhe não ver.


A Páscoa fala sobre recomeço. Mas talvez a pergunta mais importante não seja essa. Recomeçar o quê? Porque, na prática, recomeçar sem consciência vira só mais um ciclo repetido.


Essa data pode ser só mais uma tradição. Ou pode ser uma pausa.


Uma pausa pra olhar com mais honestidade pra própria vida. Para os próprios hábitos, para as relações e para aquilo que a gente tem alimentado, dentro e fora.


A Páscoa não precisa ser sobre religião para todo mundo. Mas ela pode, e talvez devesse, ser sobre reflexão. Sobre entender que recomeços existem, mas eles pedem alguma consciência. No fim, não é sobre o que a data representa. E sim, o que a gente decide fazer com ela.

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